Uberlândia - MG


1° CONCURSO DE TEXTOS
DA E. E. IGNÁCIO PAES LEME

DO PROJETO "TEXTO NA ESCOLA"

6° ANO: Poesia


7° / 8° ANOS: Memórias


9° / 1° ANOS: Crônicas


2° / 3° ANOS: Artigo de Opinião











O vencedor será premiado


com uma viagem à Praia do Cerrado,


em Caldas Novas.


A quem você dará este


presente?



domingo, 5 de dezembro de 2010

Vencedores de Cada Categoria




Melhor Artigo de Opinião


O jovem e o crime: relação às vezes imposta pela realidade social!


A delinquência juvenil hoje, infelizmente, está muito presente na sociedade brasileira. Todos os dias vemos notícias de menores envolvidos em assaltos, tráfico de drogas e até homicídios. É difícil pensar que um jovem seria capaz de tomar tais atitudes, mas a maioria dos menores marginais convive com o crime desde criança e essa pode ser vista por eles como a forma mais fácil de ganhar dinheiro.

Não creio que reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos irá resolver muito. Levar o jovem para um sistema carcerário como o brasileiro é condená-lo duplamente perante a sociedade, pois na prisão o menor pode aprender mais com criminosos experientes, além do que a passagem por lá ficará para sempre marcada na vida de uma pessoa tão nova e com tantas chances de recuperação.

O sistema judiciário brasileiro não está conseguindo punir adequadamente os adultos que estão sendo julgados, imagine como seria com um menor que nunca age sozinho e às vezes é responsabilizado praticamente por todo o crime para poupar os chefes da quadrilha!

Penso que a juventude deve ter uma oportunidade antes de ser apenas julgada pelos seus atos, já que há casos em que jovens são obrigados a praticarem atos criminosos ameaçados por líderes do crime organizado de suas comunidades.

A realização de atividades escolares complementares aos estudos tem sido vista em todo o país como forma eficaz de tirar o jovem da marginalidade. Tenho um familiar que me disse ter sido salvo do mundo das drogas por um programa de emprego a jovens reabilitados realizado na cidade em que morei.

Minha opinião é que se a sociedade, junto às autoridades, souber dar oportunidades, assistência e orientação à juventude, tratando os menores de forma igual e ouvindo o que pensam, diminuindo também a desigualdade e o preconceito social, o problema da marginalidade juvenil será expressivamente menor, pois vejo que ele é acarretado por muitos outros fatores sociais e acredito que a comunidade de certa forma “impõe” essa condição ao jovem necessitado (o mais envolvido em crimes), e é difícil escapar dessa realidade depois de tê-la vivenciado.

(Sandy Leia Santos Silva – 3º A - 2010)



**************

Melhor Crônica

O espetáculo: noite!


Enfim, chegou a hora mais esperada do meu dia, a hora em que explodem incontáveis pontos de luz no céu e brilha um holofote intenso diretamente na janela do meu quarto. Sim, é esse momento solitário e de silêncio absurdo que mais me agrada. Todos dormem e eu, não por querer, permaneço acordada durante muito e muito tempo.

De certa forma essa solidão me faz sentir dona desse instante até a hora do céu violeta. Não que eu não goste do dia, mas é que a noite é tão mais atraente para mim, essa sua mistura de terror e romantismo soa admiravelmente teatral e para mim é a melhor combinação que existe. Talvez ninguém enxergue a noite como eu, talvez ela nem seja de fato como a vejo, mas enquanto a maioria das pessoas simplesmente fecha os olhos e adormece, eu faço questão de assistir a todo esse espetáculo diário até quase o seu fim, mesmo que às vezes eu seja motivada pelo excesso de cafeína no corpo.

O farfalhar das árvores e o vento frio são de bom grado e me inspiram unir as emoções com notas musicais. O mais interessante é que a noite faz questão de vir diferente todos os dias: às vezes traz um frio cortante, em outras é insuportavelmente quente; muitas vezes deixa aparecer só metade de sua musa branca que ora aparece também de cor amarelada; outras vezes traz a proeza das chuvas ou então só nuvens negras sem sequer uma estrela!...

A noite é um mistério, fonte de ciência e emoção, é o oposto do que há do outro lado do mundo; ela é imensa, foge ao nosso campo de visão. É a minha companhia diária na ausência do sono, mas também me traz o sono e me vê dormir.

Eu sequer tenho mesmo tantos motivos para vê-la tão fantasticamente, mas é assim que a vejo, talvez só eu conheça seus mistérios, talvez só eu lhe dê o valor necessário ou merecido, não importa, mesmo quando é triste ou tenebrosa ela jamais deixará de ser a minha hora favorita e a lua jamais deixará de ser a minha musa, a minha musa branca até a hora do céu violeta.

(Alessandra Rozetti Alves – I A - 2010)



****************


Melhor Memória

Receita maluca


Há algumas décadas, eu, Graziella, morava em um pequeno povoado chamado Martinésia. Nessa época eu morava em uma fazenda com meus avós e tios. As coisas eram muito difíceis, o salário era pouco para tanta gente que morava naquela humilde casinha, no meio do mato e, com isso, tivemos que aprender a caçar vários tipos de animais, inclusive capivara; precisamos aprender também a pescar e meu avô ensinou uma receita bem maluca para seus filhos e netos prepararem os peixes.

Nossa casinha era às margens do conhecido Rio das Velhas e quase todo final de tarde ajuntávamos as coisas e saíamos para pescar. Chegando lá, cada um achava seu canto e ficava sossegado, esperando o peixe que seria fisgado primeiro, para darmos início à execução da tal receita que o vovô iria nos ensinar.

O primeiro a conseguir foi meu tio Valter, que saiu logo gritando:
- Peguei! Peguei!...

O meu avô se assustou e disse arrogantemente:
- Se aquiete, menino! Agora limpe o peixe por dentro e não tire as escamas.

De repente vovô largou tudo que estava fazendo e disse:
- Venham todos aqui, vou ensinar a vocês a minha receita maluca.

Todos se assustaram e quiseram saber por que era uma receita maluca. E ele respondeu:
- Acalmem-se, vocês já vão saber. Primeiro furem um buraco no chão. Peguem galhos secos de árvore, quebrem-nos e os coloquem dentro do buraco; depois joguem um pouquinho de óleo e coloquem fogo. Quando estiver em brasas joguem terra da beira do rio em cima das brasas. Em seguida peguem o peixe com escamas, passem-no na terra e o coloquem sobre as brasas cobertas de terra. Muito bem... Agora joguem terra sobre o peixe e o deixem aí assando por mais ou menos uma hora e meia, virando-o de um lado para o outro, de vez em quando, para que cozinhe bem. Depois de assado as escamas se soltarão e o peixe estará pronto para ser comido.

Fica uma delícia! Para quem vê o preparo nem imagina que essa tal “receita maluca” fica uma belezura!


(Graziella Batista Fagundes – 8° Ano – 2010)







******************



Melhor Poesia

TEMPO DE CRIANÇA


Enquanto sou pequeno
posso fazer o que bem quero,
querendo brincar
posso rir e... me ajude a imaginar...


Sou pequeno,
mas não demais.
Até que às vezes
dá vontade de voltar atrás...


Como sou
um menino brincalhão
posso rir e cair no chão
brincando agora, assim que estou...


Sentado, pensando
em qual brincadeira brincar,
olhando para as pessoas
já sei... vou inventar!...


(Keven Nicolas – 6º Ano – 2010)



****************

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Categoria: Artigo de Opinião

TEMA 1: O SISTEMA DE COTAS PODE TORNAR
A SOCIEDADE MAIS JUSTA?



Texto I


Sistema de cotas: uma forma de esconder o problema!


No Brasil o sistema de cotas está sendo bastante empregado numa tentativa de tornar mais justa e igualitária a entrada nas universidades federais. Esse sistema reserva certo número de vagas para determinados tipos de pessoas, como: negros, índios e alunos de escola pública.

Acredito que as cotas ao contrário de amenizarem as diferenças sociais e raciais apenas acentuam a discriminação.

Acho que a sociedade brasileira possui uma grande dívida com os negros e indígenas, pois sempre foram vítimas de preconceito e nunca tiveram as mesmas oportunidades que os brancos. Acredito, no entanto, que cotas raciais e sociais ao contrário de corrigirem esse problema, criam uma falsa imagem de que essas pessoas de cor de pele diferente não possuem a mesma capacidade de entrar em uma faculdade pública que as de pele branca.

No caso de alunos de escolas públicas, acredito que as cotas apenas comprovam a incompetência do Estado em oferecer escolas com ensino de qualidade, não dando aos seus alunos as mesmas oportunidades de competir, em nível de igualdade, com os alunos de escolas particulares por uma vaga numa universidade federal.

Portanto, creio que ao invés de criar cotas, o mais apropriado seria corrigir as diferenças, dando oportunidades iguais a todos, com escolas públicas de qualidade e programas de conscientização contra o preconceito racial e social. Assim as pessoas teriam as mesmas chances de concorrer a uma vaga universitária sem constrangimentos.

Não se deve esconder o problema com sistemas discriminatórios, é necessário resolvê-lo!

(Thaís Jacó Carrijo – 3º C – Noturno - 2010)



*********



Texto II


Discriminação na Lei


Foi sancionada no mês de julho, na cidade de Brasília – DF, o Estatuto da Desigualdade Racial. Estavam presentes todos os representantes das comunidades negras do país. O evento ocorreu no Palácio do Itamaraty e contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Esse estatuto foi lançado para exterminar a desigualdade racial no Brasil, segundo o nosso presidente. Mas por que lançar uma lei para pessoas negras no país só por causa da cor? E qual o motivo de cotas para negros nas universidades? Por acaso os brancos são mais inteligentes ou mais capazes que eles e por isso não podem concorrer à mesma vaga?

Na minha opinião, sistema de cotas em universidades e lei de igualdade social ou racial é um retrocesso! A sociedade não se tornará mais justa só porque foi implantada uma lei com 65 artigos. Sendo assim, onde houver mais pessoas negras do que brancas deveria ser implantada também uma lei de igualdade racial para os brancos. E ela nem será igualitária por determinar existir uma quantidade definida de negros dentro de uma universidade. Um negro tem a mesma capacidade que um branco para aprendizagem.

Precisamos entender que não há raça, língua ou cor melhor do que a outra: todos nós somos iguais. E, principalmente no Brasil, um país tão miscigenado, não existe ninguém melhor, todos nós, brasileiros, possuímos um sangue negro, sendo que isso não está literalmente presente no DNA de nossas células ou na cor de nossa pele, está presente no que o Brasil tem de melhor: a nossa cultura!

É por esse motivo que sancionar leis e estabelecer cotas para negros são ações que mostram uma sociedade mais racista do que justa. E esta é a pior forma de discriminação racial, uma discriminação dentro da própria Lei!


(Lídia Cristina Souza Araújo – 3º B - 2010)



*************



Texto III


O sistema de cotas pouco ajuda


Eu creio que o sistema de cotas no Brasil não ajuda, pelo contrário, só aumenta o preconceito racial.

Na minha opinião nós,  pessoas de cor negra, temos a mesma capacidade intelectual de uma pessoa de cor branca, somos iguais perante a Deus e ao resto da humanidade, indiferente de cor, cultura e religião.

Muitos afirmam e eu concordo que o  sistema de cotas já ajudou muitas pessoas, mas penso que também já prejudicou outras tantas que se esforçaram e dedicaram a vida toda aos estudos em escolas particulares e não conseguiram passar em um vestibular de universidade federal por causa de uma pessoa privilegiada pelo sistema de cotas e menos preparada.

E além de aumentar o preconceito eu acho que isso cria na cabeça das pessoas de cor negra uma falsa ilusão de que estão sendo beneficiadas por um sistema que apenas contorna o problema sem resolvê-lo, pela facilidade em entrar, muitas vezes sem o devido preparo, em uma faculdade e tanto é que há pessoas que na hora da inscrição colocam cor negra para facilitar a entrada nas universidades federais.

Então, a meu ver, o sistema de cotas mais prejudica que ajuda.

(Catrine Aparecida Ferreira Guimarães – 3º C – Noturno - 2010)



*************



TEMA 2: A MAIORIDADE PENAL DEVE SER REDUZIDA DE 18 PARA 16
ANOS COMO FORMA DE COMBATER A DELINQUÊNCIA JUVENIL?


Texto I


De 18 para 16 resolve?


Ultimamente estão acontecendo no Brasil vários delitos envolvendo jovens menores de idade, deixando assim a Justiça de mãos atadas, pois a Constituição brasileira e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) não permitem a prisão de menores.

Algumas pessoas apostam que a solução seria a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, pois diminuiria um pouco a criminalidade e tiraria os jovens desse mundo tão perigoso e violento. Outras são contra por acreditarem que os jovens dessa idade ainda são imaturos, que se deixam levar pela opinião dos outros, principalmente de adultos que estão no mundo do crime.

No meu ponto de vista deve sim, haver a redução da maioridade penal para os 16 anos, pois os jovens dessa idade têm plena consciência de suas ações. Eu, por exemplo, tenho 16 anos e tenho plena compreensão dos meus atos, do que eu quero para mim, do que é certo e errado. Mas a punição deles não deve ser a mesma de um adulto, pois é muito mais fácil tirar um jovem da vida no crime do que um adulto: uma das soluções são as ONGs, que levam principalmente o esporte onde o índice de criminalidade é maior; outra solução seria o Estado investir em cursos profissionalizantes que capacitem os jovens ao mercado de trabalho.

O importante é que se tome uma decisão rápida e eficaz, pois os jovens são o presente e o futuro do mundo e cabe a todos resolver esse problema.

(Gustavo Henrique Alves da Silva Hruska – 2º A - 2010)


**************



Texto II


Um Brasil mais responsável


O Brasil adota, no seu sistema legislativo, a maioridade penal como 18 anos de idade. Em minha opinião, a redução dessa maioridade para os 16 anos causaria uma forte mudança social no país, influenciando na consciência e na educação dos jovens que, na atualidade, estão cercados pela “sedução” das drogas, das bebidas, dos jogos ilícitos, de tal forma que usufruem desse mal como um prazer que a sociedade oferece. Sendo assim, penso que essa redução da maioridade penal contribuiria bastante para o combate à delinquência juvenil.

A transgressão à legislação brasileira está se tornando cada vez mais freqüente, podemos ver isso nos jornais e telejornais que mostram de maneira clara que quadrilhas estão sendo integradas cada dia mais por jovens menores de idade, devido à inadequada penalização dos mesmos .

Entendo que esses jovens possuem discernimento suficiente para serem conscientes de suas responsabilidades da mesma forma que os de 18 anos o possuem para terem acesso a direitos totais em uma sociedade.

Muitos especialistas nessa área afirmam que essa redução colocaria jovens em fase de crescimento ao lado de outros infratores adultos nas mesmas cadeias, podendo estes aproveitarem-se dos jovens, influenciá-los, explorá-los e até agredi-los. Mas acho que esse argumento pode ser quebrado de forma que o governo adote cadeias especiais para esses jovens infratores, visando a uma reeducação social, podendo oferecer-lhes melhores oportunidades de vida.

Outro argumento é a maioridade eleitoral aos 16 anos de idade, que mostra a maturidade e discernimento que nós jovens possuímos em assumir as responsabilidades de escolhermos os representantes governamentais do nosso país. Sendo assim posso afirmar que os jovens de 16 anos devem assumir sim, mais esta responsabilidade: a maioridade penal.

Na minha opinião essa é uma maneira de combater a delinquência juvenil, pois é entre os 14 e 18 anos que a maioria dos jovens toma suas principais decisões e uma delas pode ser a criminalidade, esta podendo ser exterminada com a conscientização, a nova responsabilidade que os leva a um novo caminho e o medo de permanecerem em uma cadeia por grande parte de suas vidas.

(Adilson Fernandes Braga Junior – 2º A - 2010)



***********



Texto III


O jovem e o crime: relação às vezes imposta pela realidade social!


A delinquência juvenil hoje, infelizmente, está muito presente na sociedade brasileira. Todos os dias vemos notícias de menores envolvidos em assaltos, tráfico de drogas e até homicídios. É difícil pensar que um jovem seria capaz de tomar tais atitudes, mas a maioria dos menores marginais convive com o crime desde criança e essa pode ser vista por eles como a forma mais fácil de ganhar dinheiro.

Não creio que reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos irá resolver muito. Levar o jovem para um sistema carcerário como o brasileiro é condená-lo duplamente perante a sociedade, pois na prisão o menor pode aprender mais com criminosos experientes, além do que a passagem por lá ficará para sempre marcada na vida de uma pessoa tão nova e com tantas chances de recuperação.

O sistema judiciário brasileiro não está conseguindo punir adequadamente os adultos que estão sendo julgados, imagine como seria com um menor que nunca age sozinho e às vezes é responsabilizado praticamente por todo o crime para poupar os chefes da quadrilha!

Penso que a juventude deve ter uma oportunidade antes de ser apenas julgada pelos seus atos, já que há casos em que jovens são obrigados a praticarem atos criminosos ameaçados por líderes do crime organizado de suas comunidades.

A realização de atividades escolares complementares aos estudos tem sido vista em todo o país como forma eficaz de tirar o jovem da marginalidade. Tenho um familiar que me disse ter sido salvo do mundo das drogas por um programa de emprego a jovens reabilitados realizado na cidade em que morei.

Minha opinião é que se a sociedade, junto às autoridades, souber dar oportunidades, assistência e orientação à juventude, tratando os menores de forma igual e ouvindo o que pensam, diminuindo também a desigualdade e o preconceito social, o problema da marginalidade juvenil será expressivamente menor, pois vejo que ele é acarretado por muitos outros fatores sociais e acredito que a comunidade de certa forma “impõe” essa condição ao jovem necessitado (o mais envolvido em crimes), e é difícil escapar dessa realidade depois de tê-la vivenciado.

(Sandy Leia Santos Silva – 3º A - 2010)



************



TEMA 3: RESTRINGIR PROPAGANDAS DE BEBIDAS
ALCOÓLICAS DIMINUI O CONSUMO?


Texto I


Propaganda faz a diferença


Ao andarmos pela cidade, encontramos vários pontos de comércio totalmente repletos de propagandas de bebidas alcoólicas.

Há quem diga que esses cartazes não influenciam no consumo dos produtos que estão sendo mostrados, mas há também pessoas que acham que esse tipo de publicidade é fundamental para se ter sucesso nas vendas.

Eu penso que em qualquer tipo de propaganda, o intuito é vender sempre mais o produto que está sendo colocado em evidência e, no caso das bebidas alcoólicas, não é diferente. Por isso as empresas que produzem esse tipo de mercadoria estão cada vez mais dedicadas a fazer anúncios “atraentes” que atinjam seu público-alvo: os consumidores de bebidas alcoólicas. E para conseguirem um retorno rápido, fazem cartazes chamativos e comerciais na televisão com atrizes lindas e sedutoras servindo ou consumindo o produto, o que faz com que as pessoas que estão vendo aquilo se sintam atraídas de alguma forma e tenham ao menos curiosidade em saber do que se trata.

Na minha opinião propaganda faz diferença, sim! E quanto mais se promove um produto, mais pessoas vão sentir necessidade de consumi-lo, ainda mais se uma pessoa linda e famosa o consome também.

Enfim, eu acho que se restringir a propaganda vai haver uma queda no consumo, ainda que pequena, pois sem tanta divulgação as pessoas terão menos acesso ao produto, mas acho também que essa medida pode ser eficaz apenas para a diminuição e não para a erradicação do consumo, pois mesmo sem a publicidade ainda haverá pessoas que vão continuar ingerindo habitualmente bebidas alcoólicas, pelo vício ou pelo prazer. E a propaganda continuará sendo um meio bastante eficaz de se promover a venda.

(Anne Karolina O. Ribeiro – 2º A – 2010)



***************



Texto II


Uma oportunidade imperdível!


O Brasil é um dos países que mais consomem bebidas alcoólicas. Tal estatística preocupa, pois o consumo indevido ou exagerado do álcool leva a outros problemas sociais. Um dos principais exemplos é a constante luta das autoridades contra motoristas que insistem em dirigirem embriagados.

Para cooperar com a resolução de fatos desse gênero, lançou-se a idéia de restringir as propagandas de bebidas alcoólicas visando a gerar, assim, a diminuição do consumo.

Penso que o país precisa urgentemente travar uma verdadeira batalha contra tais bebidas, porque cada vez mais têm ocupado espaço na sociedade e principalmente entre os jovens que se rendem ao vício cada vez mais cedo. E quanto à sugestão de restrição das propagandas, sou totalmente a favor, visto que a mídia tem uma incalculável influência sobre a população.

Tomo como exemplo a proibição de comerciais alusivos aos cigarros, acompanhada de uma significativa diminuição do número de fumantes, comprovada pelas pesquisas realizadas por institutos reconhecidos e respeitados nacionalmente.

Se extinguirem também o incentivo à prática do vício da bebida e, juntamente divulgarem programas de conscientização sobre os riscos e prejuízos que ele pode trazer em pouco tempo presenciaríamos uma grande redução de consumo entre indivíduos que ingerem essas bebidas.

Há também aqueles que não aprovam a medida justificando que a ação de se embriagar é gerada desde a infância, quando as crianças veem seus pais beberem de forma natural e cotidiana; logo, nesse caso, a medida não traria resultados satisfatórios. Discordo da afirmação constatando que os que a adotam não conhecem o rápido e consistente retorno e influência que ações como essa, através do uso da mídia na erradicação de produtos, trazem sobre os jovens.

Concluo que usando dessa ferramenta tão poderosa que é a mídia, os produtores desse veneno social lucram quase que incalculavelmente. Da mesma forma usá-la a favor dessa medida seria bastante viável e, no momento, única oportunidade para combater esse mal. Para isso sendo viabilizada uma lei, teremos muito a ganhar e o povo a agradecer.

(Wederson Gutemberg Teotônio Silva – 2º A - 2010)



**********



Texto III


Restringir propaganda não diminui consumo de álcool


As propagandas de bebidas alcoólicas, a meu ver, não significam quase nada em relação ao aumento ou diminuição do consumo, pois propaganda é apenas marketing que todo e qualquer produto possui, mas o consome quem achar que deve ou quem o quiser.

Não vejo motivo algum em proibir ou restringir esse tipo de publicidade, haja vista que o consumo de drogas e cigarros é tão grande quanto o de bebidas alcoólicas e nem possuem propaganda para influenciar o seu consumo, pelo contrário, a mídia sempre mostra o mal que trazem à saúde.

Já se criaram tantas leis tais como a “Lei seca”, que se as pessoas seguissem-nas corretamente, ter-se-ia diminuído o consumo de álcool. Mas nem sendo multados, julgados ou detidos, a população não deixa de adquirir o produto.

Restringir as propagandas irá resolver algo? Creio que não! Se querem tanto reduzir ou talvez erradicar o consumo de bebidas alcoólicas devem proibir as vendas ou até mesmo fechar as fábricas. Só Então haverá consequências eficazes para a população.

(Mara Luiza Martins Santos – 2º A – 2010)



**************



Categoria: Crônicas

Texto I



Rascunho


Hoje recebi uma folha de rascunho e uma folha de prova de redação sobre crônica. Fiquei minutos pensando sobre o que iria escrever... ideias vieram à minha cabeça, desde música, horário político, mas me fixei na palavra rascunho.

O que é a palavra rascunho comparada a uma vida inteira? Fiquei pensando também na outra folha oficial em que irá constar realmente a minha avaliação e cheguei a uma conclusão: a cada dia recebemos uma folha em branco, independente se ela é de rascunho ou não.

Conforme o dia vai passando a folha vai ganhando palavras, sentidos, sentimentos, experiências, como se fosse um diário imaginário, a “sua história”. A cor da folha também irá variar de acordo com os seus sentimentos, com seu estado emocional. Mas em toda folha haverá “erros de gramática”, como há aqui nesta crônica, que simbolizarão os erros que você cometeu durante o dia que passou. Assim, nenhuma folha ficará perfeita e a questão é: será que teremos sempre uma folha oficial para corrigir os erros desse rascunho, para passá-lo a limpo? Será que vamos ter outra chance? Talvez, quem sabe, uma recuperação... Será que na vida terei a mesma oportunidade que estou tendo hoje com este texto?

Acabo de chegar a uma conclusão sobre essas perguntas: basta eu querer, basta eu decidir se quero outra chance, se quero tentar consertar os erros. Para isso, receberei no outro dia outra folha para decidir se quero consertar os erros do dia que passou ou simplesmente viver o próximo dia. O que importa é nós decidirmos o que queremos para nós, para nosso futuro e o que fazer das folhas que recebermos todos os dias para escrevermos a nossa história, até o fim de nossas vidas, quando o pacote das folhas de rascunho irá acabar e nossa história também.

(Gustavo Lourenço da Silva – 9º Ano - 2010)



****************


Texto II


O espetáculo: noite!


Enfim, chegou a hora mais esperada do meu dia, a hora em que explodem incontáveis pontos de luz no céu e brilha um holofote intenso diretamente na janela do meu quarto. Sim, é esse momento solitário e de silêncio absurdo que mais me agrada. Todos dormem e eu, não por querer, permaneço acordada durante muito e muito tempo.

De certa forma essa solidão me faz sentir dona desse instante até a hora do céu violeta. Não que eu não goste do dia, mas é que a noite é tão mais atraente para mim, essa sua mistura de terror e romantismo soa admiravelmente teatral e para mim é a melhor combinação que existe. Talvez ninguém enxergue a noite como eu, talvez ela nem seja de fato como a vejo, mas enquanto a maioria das pessoas simplesmente fecha os olhos e adormece, eu faço questão de assistir a todo esse espetáculo diário até quase o seu fim, mesmo que às vezes eu seja motivada pelo excesso de cafeína no corpo.

O farfalhar das árvores e o vento frio são de bom grado e me inspiram unir as emoções com notas musicais. O mais interessante é que a noite faz questão de vir diferente todos os dias: às vezes traz um frio cortante, em outras é insuportavelmente quente; muitas vezes deixa aparecer só metade de sua musa branca que ora aparece também de cor amarelada; outras vezes traz a proeza das chuvas ou então só nuvens negras sem sequer uma estrela!...

A noite é um mistério, fonte de ciência e emoção, é o oposto do que há do outro lado do mundo; ela é imensa, foge ao nosso campo de visão. É a minha companhia diária na ausência do sono, mas também me traz o sono e me vê dormir.

Eu sequer tenho mesmo tantos motivos para vê-la tão fantasticamente, mas é assim que a vejo, talvez só eu conheça seus mistérios, talvez só eu lhe dê o valor necessário ou merecido, não importa, mesmo quando é triste ou tenebrosa ela jamais deixará de ser a minha hora favorita e a lua jamais deixará de ser a minha musa, a minha musa branca até a hora do céu violeta.

(Alessandra Rozetti Alves – I A - 2010)



****************



Texto III


Insignificativo


Certo dia, ao acordar, decidi, por apenas um dia, observar tudo o que havia e passava por mim no decorrer de todo o meu dia.

Levantei-me, tomei o café da manhã e fiz o que qualquer um faria, como escovar os dentes e tudo o mais.

Resolvi sair de casa e, logo de manhã já dava para perceber que na cidade não havia quase ninguém na rua, exceto os funcionários públicos e também aqueles que não tinham um lar para passarem à noite ainda dormiam em qualquer lugar, passando frio, fome, todo e qualquer tipo de dificuldade. Nesse momento pensei naquela situação de uns com tanto e muitos com praticamente nada.

Almocei num lugar qualquer e continuei andando. Nisso percebi o quanto as pessoas à minha volta eram extremamente apegadas às coisas materiais.

Naquele momento, parei e pensei que por mais que eu observasse e reprovasse tantas diferenças eu não poderia modificar praticamente nada em tudo aquilo. E, como num ato covarde de minha parte, resolvi apenas fingir que nada daquilo existia e voltei para a tão tediosa rotina. Hoje percebo que assim acabei apenas repetindo o que a grande maioria das pessoas sempre repete todos os dias!


(Carlos Sérgio B. Júnior – I B - 2010)


*******************





Categoria: Memórias

Texto I


Meu ranchinho


Tenho 78 anos e me lembro bem quando era criança, com meu balanço de pneu e descalço. Morava em uma simples rocinha onde criava quatro vaquinhas e dez galinhas.

Cresci, arrumei minhas malas, peguei meu cavalo e me tornei homem do mundo; morei na Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e muitos outros lugares, mas sempre levava comigo um pequeno verso que aprendi com meu pai: “homem não nasce pronto, homem se faz.”

Depois de muitas andanças acabei voltando para o meu ranchinho, na pequena fazenda, pois um dia, logo cedo, chegou um telegrama com as seguintes palavras: “Filho, seu pai e sua mãe morreram.” Então decidi voltar e cuidar de tudo. Pensei: aqui nasci, aqui irei morrer!

Sempre de manhãzinha, ao acordar, ia dar milho às galinhas antes de tomar o cafezinho. Depois a rotina continuava. E assim foi até eu me apaixonar por uma moça que acabou me convencendo de ir morar em Cuiabá. Fomos, mas não gostei, voltei e fiquei.

Muitos e muitos anos se passaram, criei minha família e continuo no meu ranchinho, onde viverei o resto de minha vida, com a esposa, os filhos, netos, todos já encaminhados ou se encaminhando na vida. Tenho até filho doutor! E somos todos bastante felizes!

(João Carlos Dorneles – 7° Ano - 2010)



*********


Texto II

Receita maluca


Há algumas décadas, eu, Graziella, morava em um pequeno povoado chamado Martinésia. Nessa época eu morava em uma fazenda com meus avós e tios. As coisas eram muito difíceis, o salário era pouco para tanta gente que morava naquela humilde casinha, no meio do mato e, com isso, tivemos que aprender a caçar vários tipos de animais, inclusive capivara; precisamos aprender também a pescar e meu avô ensinou uma receita bem maluca para seus filhos e netos prepararem os peixes.

Nossa casinha era às margens do conhecido Rio das Velhas e quase todo final de tarde ajuntávamos as coisas e saíamos para pescar. Chegando lá, cada um achava seu canto e ficava sossegado, esperando o peixe que seria fisgado primeiro, para darmos início à execução da tal receita que o vovô iria nos ensinar.

O primeiro a conseguir foi meu tio Valter, que saiu logo gritando:
- Peguei! Peguei!...

O meu avô se assustou e disse arrogantemente:
- Se aquiete, menino! Agora limpe o peixe por dentro e não tire as escamas.

De repente vovô largou tudo que estava fazendo e disse:
- Venham todos aqui, vou ensinar a vocês a minha receita maluca.

Todos se assustaram e quiseram saber por que era uma receita maluca. E ele respondeu:
- Acalmem-se, vocês já vão saber. Primeiro furem um buraco no chão. Peguem galhos secos de árvore, quebrem-nos e os coloquem dentro do buraco; depois joguem um pouquinho de óleo e coloquem fogo. Quando estiver em brasas joguem terra da beira do rio em cima das brasas. Em seguida peguem o peixe com escamas, passem-no na terra e o coloquem sobre as brasas cobertas de terra. Muito bem... Agora joguem terra sobre o peixe e o deixem aí assando por mais ou menos uma hora e meia, virando-o de um lado para o outro, de vez em quando, para que cozinhe bem. Depois de assado as escamas se soltarão e o peixe estará pronto para ser comido.

Fica uma delícia! Para quem vê o preparo nem imagina que essa tal “receita maluca” fica uma belezura!


(Graziella Batista Fagundes – 8° Ano – 2010)



**********



Texto III

Minhas Férias


Hoje, sempre que estou com meus netos, na alegria dos finais de semana ou das férias, fico a me lembrar da minha infância, quando eu ia passar as férias na fazenda de meu avô. Ele levantava cedo para tirar o leite, que era levado depois para dentro da casa, para que minha mãe e minha bisavó fizessem o doce de leite no tacho de estimação do meu tataravô.

Lembro-me de que lá havia uma cisterna muito funda, de onde meu avô tirava água para beber, com um balde puxado por corda amarrada numa alavanca chamada sarilho e movimentada por uma manivela.

No curral eu ficava em cima da cerca, perto de onde se colocavam os latões de leite e pedia ao meu avô um copo de leite com espuma, aquele leite quentinho, acabado de sair do peito da vaca, um leite puro, grosso, de fazer bigode com a espuminha. Uma delícia!

Antes do almoço, minha irmã, meu primo e eu brincávamos de esconde-esconde e, numa dessas brincadeiras, minha irmã e eu inventamos de pular a cerca de arame farpado. Nós não tínhamos visto o boi que estava vindo em nossa direção e, quando o percebemos tivemos que pular a cerca de volta, correndo, e acabei furando o meu short.

Uma tarde meu avô e meu pai tiveram que sair antes de buscar as vascas; minha irmã e eu inventamos de apartá-las, mas não sabíamos que havia uma vaca parida muito brava. Quando ela nos viu estávamos às margens de um córrego e não sabíamos se corríamos para frente ou para trás e, ao vê-la em nossa direção, resolvemos entrar no mato e de lá ficamos gritando a minha mãe. Infelizmente ela não ouviu e, quando foi possível, fomos embora.

Na época das jabuticabas, nós subíamos nas jabuticabeiras e apanhávamos as frutas para chupar e também para fazer delicioso licor.

Minha mãe e minha bisavó assavam biscoitos e pães de queijo no forno a lenha, muito gostosos.

Meu pai, meu avô e eu dávamos milho às galinhas e uma delas sempre meu pai matava para minha mãe fazer no fogão à lenha, onde ela cozinhava também um delicioso feijão.

Lá minha irmã e eu ainda inventávamos brinquedos de barro e nos divertíamos com muitas brincadeiras infantis, como “caça ao tesouro”, que as crianças de hoje nem conhecem ou não valorizam mais.
Eram muito boas as férias na fazenda de meu avô!

(Lanielly Lauren Corrêa e Silva – 8º Ano – 2010)



*************

Categoria: Poesias

Texto I


BRINCADEIRA DE CRIANÇA



Criança adora brincar,
brinca de tudo que se pode imaginar!
Aos olhos de uma criança
tudo é brincadeira,
até mesmo as palavras,
ao escrever ou falar!

Mesmo um lápis
ou uma caneta,
é uma total diversão!
Criança deixa tudo divertido,
até mesmo o desenho de um vestido!

Criança faz da vida
um pleno circo.
Tudo é divertido,
tudo é engraçado,
até mesmo a vida!

Tudo é brincadeira,
sonhar, jogar,
rimar, cantar,
escrever, desenhar...
É tudo, tudo alegria e brincadeira!

(Letícia M. Nascimento – 6º Ano – 2010)


*******


Texto II


TEMPO DE CRIANÇA



Enquanto sou pequeno
posso fazer o que bem quero,
querendo brincar
posso rir e... me ajude a imaginar...

Sou pequeno,
mas não demais.
Até que às vezes
dá vontade de voltar atrás...

Como sou
um menino brincalhão
posso rir e cair no chão
brincando agora, assim que estou...

Sentado, pensando
em qual brincadeira brincar,
olhando para as pessoas
já sei... vou inventar!...

(Keven Nicolas – 6º Ano – 2010)


********


Texto III


COMO É BOM SER CRIANÇA!



Mesmo quando eu não for criança mais
nunca deixarei meus sonhos para trás.
Eu sonho que estou nas nuvens, flutuando...
Depois em um balanço de sonhos, balançando!
Nem sonho em ser tão boa bailarina
e me afundar em um mundo cheio de purpurina.
Não me imagino brincando de boneca,
mas sim em um jogo de peteca.

Se a boneca se quebra, lá se vão minhas esperanças...
Choro, mas como é bom ser criança!
Em um desenho colorido estão minhas emoções,
com cuidado e carinho controlo as ilusões.
Ah!... brincar é viajar em um mundo de sonhos!

Quando durmo e sonho que nunca vou me cansar
na terra dos sonhos meu coração vai entrar,
sonhando e cantando o amor e o carinho!
As rosas são vermelhas, as violetas são azuis...
Brincar com você é tudo de bom!
Sonhar é melhor ainda e convido você a sonhar também...
Vamos nos divertir como ninguém!

(Lyege E. Sousa – 6º Ano – 2010)


********