Uberlândia - MG


1° CONCURSO DE TEXTOS
DA E. E. IGNÁCIO PAES LEME

DO PROJETO "TEXTO NA ESCOLA"

6° ANO: Poesia


7° / 8° ANOS: Memórias


9° / 1° ANOS: Crônicas


2° / 3° ANOS: Artigo de Opinião











O vencedor será premiado


com uma viagem à Praia do Cerrado,


em Caldas Novas.


A quem você dará este


presente?



quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Categoria: Crônicas

Texto I



Rascunho


Hoje recebi uma folha de rascunho e uma folha de prova de redação sobre crônica. Fiquei minutos pensando sobre o que iria escrever... ideias vieram à minha cabeça, desde música, horário político, mas me fixei na palavra rascunho.

O que é a palavra rascunho comparada a uma vida inteira? Fiquei pensando também na outra folha oficial em que irá constar realmente a minha avaliação e cheguei a uma conclusão: a cada dia recebemos uma folha em branco, independente se ela é de rascunho ou não.

Conforme o dia vai passando a folha vai ganhando palavras, sentidos, sentimentos, experiências, como se fosse um diário imaginário, a “sua história”. A cor da folha também irá variar de acordo com os seus sentimentos, com seu estado emocional. Mas em toda folha haverá “erros de gramática”, como há aqui nesta crônica, que simbolizarão os erros que você cometeu durante o dia que passou. Assim, nenhuma folha ficará perfeita e a questão é: será que teremos sempre uma folha oficial para corrigir os erros desse rascunho, para passá-lo a limpo? Será que vamos ter outra chance? Talvez, quem sabe, uma recuperação... Será que na vida terei a mesma oportunidade que estou tendo hoje com este texto?

Acabo de chegar a uma conclusão sobre essas perguntas: basta eu querer, basta eu decidir se quero outra chance, se quero tentar consertar os erros. Para isso, receberei no outro dia outra folha para decidir se quero consertar os erros do dia que passou ou simplesmente viver o próximo dia. O que importa é nós decidirmos o que queremos para nós, para nosso futuro e o que fazer das folhas que recebermos todos os dias para escrevermos a nossa história, até o fim de nossas vidas, quando o pacote das folhas de rascunho irá acabar e nossa história também.

(Gustavo Lourenço da Silva – 9º Ano - 2010)



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Texto II


O espetáculo: noite!


Enfim, chegou a hora mais esperada do meu dia, a hora em que explodem incontáveis pontos de luz no céu e brilha um holofote intenso diretamente na janela do meu quarto. Sim, é esse momento solitário e de silêncio absurdo que mais me agrada. Todos dormem e eu, não por querer, permaneço acordada durante muito e muito tempo.

De certa forma essa solidão me faz sentir dona desse instante até a hora do céu violeta. Não que eu não goste do dia, mas é que a noite é tão mais atraente para mim, essa sua mistura de terror e romantismo soa admiravelmente teatral e para mim é a melhor combinação que existe. Talvez ninguém enxergue a noite como eu, talvez ela nem seja de fato como a vejo, mas enquanto a maioria das pessoas simplesmente fecha os olhos e adormece, eu faço questão de assistir a todo esse espetáculo diário até quase o seu fim, mesmo que às vezes eu seja motivada pelo excesso de cafeína no corpo.

O farfalhar das árvores e o vento frio são de bom grado e me inspiram unir as emoções com notas musicais. O mais interessante é que a noite faz questão de vir diferente todos os dias: às vezes traz um frio cortante, em outras é insuportavelmente quente; muitas vezes deixa aparecer só metade de sua musa branca que ora aparece também de cor amarelada; outras vezes traz a proeza das chuvas ou então só nuvens negras sem sequer uma estrela!...

A noite é um mistério, fonte de ciência e emoção, é o oposto do que há do outro lado do mundo; ela é imensa, foge ao nosso campo de visão. É a minha companhia diária na ausência do sono, mas também me traz o sono e me vê dormir.

Eu sequer tenho mesmo tantos motivos para vê-la tão fantasticamente, mas é assim que a vejo, talvez só eu conheça seus mistérios, talvez só eu lhe dê o valor necessário ou merecido, não importa, mesmo quando é triste ou tenebrosa ela jamais deixará de ser a minha hora favorita e a lua jamais deixará de ser a minha musa, a minha musa branca até a hora do céu violeta.

(Alessandra Rozetti Alves – I A - 2010)



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Texto III


Insignificativo


Certo dia, ao acordar, decidi, por apenas um dia, observar tudo o que havia e passava por mim no decorrer de todo o meu dia.

Levantei-me, tomei o café da manhã e fiz o que qualquer um faria, como escovar os dentes e tudo o mais.

Resolvi sair de casa e, logo de manhã já dava para perceber que na cidade não havia quase ninguém na rua, exceto os funcionários públicos e também aqueles que não tinham um lar para passarem à noite ainda dormiam em qualquer lugar, passando frio, fome, todo e qualquer tipo de dificuldade. Nesse momento pensei naquela situação de uns com tanto e muitos com praticamente nada.

Almocei num lugar qualquer e continuei andando. Nisso percebi o quanto as pessoas à minha volta eram extremamente apegadas às coisas materiais.

Naquele momento, parei e pensei que por mais que eu observasse e reprovasse tantas diferenças eu não poderia modificar praticamente nada em tudo aquilo. E, como num ato covarde de minha parte, resolvi apenas fingir que nada daquilo existia e voltei para a tão tediosa rotina. Hoje percebo que assim acabei apenas repetindo o que a grande maioria das pessoas sempre repete todos os dias!


(Carlos Sérgio B. Júnior – I B - 2010)


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