TEMA 1: O SISTEMA DE COTAS PODE TORNAR
A SOCIEDADE MAIS JUSTA?
Texto I
Sistema de cotas: uma forma de esconder o problema!
No Brasil o sistema de cotas está sendo bastante empregado numa tentativa de tornar mais justa e igualitária a entrada nas universidades federais. Esse sistema reserva certo número de vagas para determinados tipos de pessoas, como: negros, índios e alunos de escola pública.
Acredito que as cotas ao contrário de amenizarem as diferenças sociais e raciais apenas acentuam a discriminação.
Acho que a sociedade brasileira possui uma grande dívida com os negros e indígenas, pois sempre foram vítimas de preconceito e nunca tiveram as mesmas oportunidades que os brancos. Acredito, no entanto, que cotas raciais e sociais ao contrário de corrigirem esse problema, criam uma falsa imagem de que essas pessoas de cor de pele diferente não possuem a mesma capacidade de entrar em uma faculdade pública que as de pele branca.
No caso de alunos de escolas públicas, acredito que as cotas apenas comprovam a incompetência do Estado em oferecer escolas com ensino de qualidade, não dando aos seus alunos as mesmas oportunidades de competir, em nível de igualdade, com os alunos de escolas particulares por uma vaga numa universidade federal.
Portanto, creio que ao invés de criar cotas, o mais apropriado seria corrigir as diferenças, dando oportunidades iguais a todos, com escolas públicas de qualidade e programas de conscientização contra o preconceito racial e social. Assim as pessoas teriam as mesmas chances de concorrer a uma vaga universitária sem constrangimentos.
Não se deve esconder o problema com sistemas discriminatórios, é necessário resolvê-lo!
(Thaís Jacó Carrijo – 3º C – Noturno - 2010)
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Texto II
Discriminação na Lei
Foi sancionada no mês de julho, na cidade de Brasília – DF, o Estatuto da Desigualdade Racial. Estavam presentes todos os representantes das comunidades negras do país. O evento ocorreu no Palácio do Itamaraty e contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Esse estatuto foi lançado para exterminar a desigualdade racial no Brasil, segundo o nosso presidente. Mas por que lançar uma lei para pessoas negras no país só por causa da cor? E qual o motivo de cotas para negros nas universidades? Por acaso os brancos são mais inteligentes ou mais capazes que eles e por isso não podem concorrer à mesma vaga?
Na minha opinião, sistema de cotas em universidades e lei de igualdade social ou racial é um retrocesso! A sociedade não se tornará mais justa só porque foi implantada uma lei com 65 artigos. Sendo assim, onde houver mais pessoas negras do que brancas deveria ser implantada também uma lei de igualdade racial para os brancos. E ela nem será igualitária por determinar existir uma quantidade definida de negros dentro de uma universidade. Um negro tem a mesma capacidade que um branco para aprendizagem.
Precisamos entender que não há raça, língua ou cor melhor do que a outra: todos nós somos iguais. E, principalmente no Brasil, um país tão miscigenado, não existe ninguém melhor, todos nós, brasileiros, possuímos um sangue negro, sendo que isso não está literalmente presente no DNA de nossas células ou na cor de nossa pele, está presente no que o Brasil tem de melhor: a nossa cultura!
É por esse motivo que sancionar leis e estabelecer cotas para negros são ações que mostram uma sociedade mais racista do que justa. E esta é a pior forma de discriminação racial, uma discriminação dentro da própria Lei!
(Lídia Cristina Souza Araújo – 3º B - 2010)
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Texto III
O sistema de cotas pouco ajuda
Eu creio que o sistema de cotas no Brasil não ajuda, pelo contrário, só aumenta o preconceito racial.
Na minha opinião nós, pessoas de cor negra, temos a mesma capacidade intelectual de uma pessoa de cor branca, somos iguais perante a Deus e ao resto da humanidade, indiferente de cor, cultura e religião.
Muitos afirmam e eu concordo que o sistema de cotas já ajudou muitas pessoas, mas penso que também já prejudicou outras tantas que se esforçaram e dedicaram a vida toda aos estudos em escolas particulares e não conseguiram passar em um vestibular de universidade federal por causa de uma pessoa privilegiada pelo sistema de cotas e menos preparada.
E além de aumentar o preconceito eu acho que isso cria na cabeça das pessoas de cor negra uma falsa ilusão de que estão sendo beneficiadas por um sistema que apenas contorna o problema sem resolvê-lo, pela facilidade em entrar, muitas vezes sem o devido preparo, em uma faculdade e tanto é que há pessoas que na hora da inscrição colocam cor negra para facilitar a entrada nas universidades federais.
Então, a meu ver, o sistema de cotas mais prejudica que ajuda.
(Catrine Aparecida Ferreira Guimarães – 3º C – Noturno - 2010)
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TEMA 2: A MAIORIDADE PENAL DEVE SER REDUZIDA DE 18 PARA 16
ANOS COMO FORMA DE COMBATER A DELINQUÊNCIA JUVENIL?
Texto I
De 18 para 16 resolve?
Ultimamente estão acontecendo no Brasil vários delitos envolvendo jovens menores de idade, deixando assim a Justiça de mãos atadas, pois a Constituição brasileira e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) não permitem a prisão de menores.
Algumas pessoas apostam que a solução seria a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, pois diminuiria um pouco a criminalidade e tiraria os jovens desse mundo tão perigoso e violento. Outras são contra por acreditarem que os jovens dessa idade ainda são imaturos, que se deixam levar pela opinião dos outros, principalmente de adultos que estão no mundo do crime.
No meu ponto de vista deve sim, haver a redução da maioridade penal para os 16 anos, pois os jovens dessa idade têm plena consciência de suas ações. Eu, por exemplo, tenho 16 anos e tenho plena compreensão dos meus atos, do que eu quero para mim, do que é certo e errado. Mas a punição deles não deve ser a mesma de um adulto, pois é muito mais fácil tirar um jovem da vida no crime do que um adulto: uma das soluções são as ONGs, que levam principalmente o esporte onde o índice de criminalidade é maior; outra solução seria o Estado investir em cursos profissionalizantes que capacitem os jovens ao mercado de trabalho.
O importante é que se tome uma decisão rápida e eficaz, pois os jovens são o presente e o futuro do mundo e cabe a todos resolver esse problema.
(Gustavo Henrique Alves da Silva Hruska – 2º A - 2010)
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Texto II
Um Brasil mais responsável
O Brasil adota, no seu sistema legislativo, a maioridade penal como 18 anos de idade. Em minha opinião, a redução dessa maioridade para os 16 anos causaria uma forte mudança social no país, influenciando na consciência e na educação dos jovens que, na atualidade, estão cercados pela “sedução” das drogas, das bebidas, dos jogos ilícitos, de tal forma que usufruem desse mal como um prazer que a sociedade oferece. Sendo assim, penso que essa redução da maioridade penal contribuiria bastante para o combate à delinquência juvenil.
A transgressão à legislação brasileira está se tornando cada vez mais freqüente, podemos ver isso nos jornais e telejornais que mostram de maneira clara que quadrilhas estão sendo integradas cada dia mais por jovens menores de idade, devido à inadequada penalização dos mesmos .
Entendo que esses jovens possuem discernimento suficiente para serem conscientes de suas responsabilidades da mesma forma que os de 18 anos o possuem para terem acesso a direitos totais em uma sociedade.
Muitos especialistas nessa área afirmam que essa redução colocaria jovens em fase de crescimento ao lado de outros infratores adultos nas mesmas cadeias, podendo estes aproveitarem-se dos jovens, influenciá-los, explorá-los e até agredi-los. Mas acho que esse argumento pode ser quebrado de forma que o governo adote cadeias especiais para esses jovens infratores, visando a uma reeducação social, podendo oferecer-lhes melhores oportunidades de vida.
Outro argumento é a maioridade eleitoral aos 16 anos de idade, que mostra a maturidade e discernimento que nós jovens possuímos em assumir as responsabilidades de escolhermos os representantes governamentais do nosso país. Sendo assim posso afirmar que os jovens de 16 anos devem assumir sim, mais esta responsabilidade: a maioridade penal.
Na minha opinião essa é uma maneira de combater a delinquência juvenil, pois é entre os 14 e 18 anos que a maioria dos jovens toma suas principais decisões e uma delas pode ser a criminalidade, esta podendo ser exterminada com a conscientização, a nova responsabilidade que os leva a um novo caminho e o medo de permanecerem em uma cadeia por grande parte de suas vidas.
(Adilson Fernandes Braga Junior – 2º A - 2010)
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Texto III
O jovem e o crime: relação às vezes imposta pela realidade social!
A delinquência juvenil hoje, infelizmente, está muito presente na sociedade brasileira. Todos os dias vemos notícias de menores envolvidos em assaltos, tráfico de drogas e até homicídios. É difícil pensar que um jovem seria capaz de tomar tais atitudes, mas a maioria dos menores marginais convive com o crime desde criança e essa pode ser vista por eles como a forma mais fácil de ganhar dinheiro.
Não creio que reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos irá resolver muito. Levar o jovem para um sistema carcerário como o brasileiro é condená-lo duplamente perante a sociedade, pois na prisão o menor pode aprender mais com criminosos experientes, além do que a passagem por lá ficará para sempre marcada na vida de uma pessoa tão nova e com tantas chances de recuperação.
O sistema judiciário brasileiro não está conseguindo punir adequadamente os adultos que estão sendo julgados, imagine como seria com um menor que nunca age sozinho e às vezes é responsabilizado praticamente por todo o crime para poupar os chefes da quadrilha!
Penso que a juventude deve ter uma oportunidade antes de ser apenas julgada pelos seus atos, já que há casos em que jovens são obrigados a praticarem atos criminosos ameaçados por líderes do crime organizado de suas comunidades.
A realização de atividades escolares complementares aos estudos tem sido vista em todo o país como forma eficaz de tirar o jovem da marginalidade. Tenho um familiar que me disse ter sido salvo do mundo das drogas por um programa de emprego a jovens reabilitados realizado na cidade em que morei.
Minha opinião é que se a sociedade, junto às autoridades, souber dar oportunidades, assistência e orientação à juventude, tratando os menores de forma igual e ouvindo o que pensam, diminuindo também a desigualdade e o preconceito social, o problema da marginalidade juvenil será expressivamente menor, pois vejo que ele é acarretado por muitos outros fatores sociais e acredito que a comunidade de certa forma “impõe” essa condição ao jovem necessitado (o mais envolvido em crimes), e é difícil escapar dessa realidade depois de tê-la vivenciado.
(Sandy Leia Santos Silva – 3º A - 2010)
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TEMA 3: RESTRINGIR PROPAGANDAS DE BEBIDAS
ALCOÓLICAS DIMINUI O CONSUMO?
Texto I
Propaganda faz a diferença
Ao andarmos pela cidade, encontramos vários pontos de comércio totalmente repletos de propagandas de bebidas alcoólicas.
Há quem diga que esses cartazes não influenciam no consumo dos produtos que estão sendo mostrados, mas há também pessoas que acham que esse tipo de publicidade é fundamental para se ter sucesso nas vendas.
Eu penso que em qualquer tipo de propaganda, o intuito é vender sempre mais o produto que está sendo colocado em evidência e, no caso das bebidas alcoólicas, não é diferente. Por isso as empresas que produzem esse tipo de mercadoria estão cada vez mais dedicadas a fazer anúncios “atraentes” que atinjam seu público-alvo: os consumidores de bebidas alcoólicas. E para conseguirem um retorno rápido, fazem cartazes chamativos e comerciais na televisão com atrizes lindas e sedutoras servindo ou consumindo o produto, o que faz com que as pessoas que estão vendo aquilo se sintam atraídas de alguma forma e tenham ao menos curiosidade em saber do que se trata.
Na minha opinião propaganda faz diferença, sim! E quanto mais se promove um produto, mais pessoas vão sentir necessidade de consumi-lo, ainda mais se uma pessoa linda e famosa o consome também.
Enfim, eu acho que se restringir a propaganda vai haver uma queda no consumo, ainda que pequena, pois sem tanta divulgação as pessoas terão menos acesso ao produto, mas acho também que essa medida pode ser eficaz apenas para a diminuição e não para a erradicação do consumo, pois mesmo sem a publicidade ainda haverá pessoas que vão continuar ingerindo habitualmente bebidas alcoólicas, pelo vício ou pelo prazer. E a propaganda continuará sendo um meio bastante eficaz de se promover a venda.
(Anne Karolina O. Ribeiro – 2º A – 2010)
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Texto II
Uma oportunidade imperdível!
O Brasil é um dos países que mais consomem bebidas alcoólicas. Tal estatística preocupa, pois o consumo indevido ou exagerado do álcool leva a outros problemas sociais. Um dos principais exemplos é a constante luta das autoridades contra motoristas que insistem em dirigirem embriagados.
Para cooperar com a resolução de fatos desse gênero, lançou-se a idéia de restringir as propagandas de bebidas alcoólicas visando a gerar, assim, a diminuição do consumo.
Penso que o país precisa urgentemente travar uma verdadeira batalha contra tais bebidas, porque cada vez mais têm ocupado espaço na sociedade e principalmente entre os jovens que se rendem ao vício cada vez mais cedo. E quanto à sugestão de restrição das propagandas, sou totalmente a favor, visto que a mídia tem uma incalculável influência sobre a população.
Tomo como exemplo a proibição de comerciais alusivos aos cigarros, acompanhada de uma significativa diminuição do número de fumantes, comprovada pelas pesquisas realizadas por institutos reconhecidos e respeitados nacionalmente.
Se extinguirem também o incentivo à prática do vício da bebida e, juntamente divulgarem programas de conscientização sobre os riscos e prejuízos que ele pode trazer em pouco tempo presenciaríamos uma grande redução de consumo entre indivíduos que ingerem essas bebidas.
Há também aqueles que não aprovam a medida justificando que a ação de se embriagar é gerada desde a infância, quando as crianças veem seus pais beberem de forma natural e cotidiana; logo, nesse caso, a medida não traria resultados satisfatórios. Discordo da afirmação constatando que os que a adotam não conhecem o rápido e consistente retorno e influência que ações como essa, através do uso da mídia na erradicação de produtos, trazem sobre os jovens.
Concluo que usando dessa ferramenta tão poderosa que é a mídia, os produtores desse veneno social lucram quase que incalculavelmente. Da mesma forma usá-la a favor dessa medida seria bastante viável e, no momento, única oportunidade para combater esse mal. Para isso sendo viabilizada uma lei, teremos muito a ganhar e o povo a agradecer.
(Wederson Gutemberg Teotônio Silva – 2º A - 2010)
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Texto III
Restringir propaganda não diminui consumo de álcool
As propagandas de bebidas alcoólicas, a meu ver, não significam quase nada em relação ao aumento ou diminuição do consumo, pois propaganda é apenas marketing que todo e qualquer produto possui, mas o consome quem achar que deve ou quem o quiser.
Não vejo motivo algum em proibir ou restringir esse tipo de publicidade, haja vista que o consumo de drogas e cigarros é tão grande quanto o de bebidas alcoólicas e nem possuem propaganda para influenciar o seu consumo, pelo contrário, a mídia sempre mostra o mal que trazem à saúde.
Já se criaram tantas leis tais como a “Lei seca”, que se as pessoas seguissem-nas corretamente, ter-se-ia diminuído o consumo de álcool. Mas nem sendo multados, julgados ou detidos, a população não deixa de adquirir o produto.
Restringir as propagandas irá resolver algo? Creio que não! Se querem tanto reduzir ou talvez erradicar o consumo de bebidas alcoólicas devem proibir as vendas ou até mesmo fechar as fábricas. Só Então haverá consequências eficazes para a população.
(Mara Luiza Martins Santos – 2º A – 2010)
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