Melhor Artigo de Opinião
O jovem e o crime: relação às vezes imposta pela realidade social!
O jovem e o crime: relação às vezes imposta pela realidade social!
A delinquência juvenil hoje, infelizmente, está muito presente na sociedade brasileira. Todos os dias vemos notícias de menores envolvidos em assaltos, tráfico de drogas e até homicídios. É difícil pensar que um jovem seria capaz de tomar tais atitudes, mas a maioria dos menores marginais convive com o crime desde criança e essa pode ser vista por eles como a forma mais fácil de ganhar dinheiro.
Não creio que reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos irá resolver muito. Levar o jovem para um sistema carcerário como o brasileiro é condená-lo duplamente perante a sociedade, pois na prisão o menor pode aprender mais com criminosos experientes, além do que a passagem por lá ficará para sempre marcada na vida de uma pessoa tão nova e com tantas chances de recuperação.
O sistema judiciário brasileiro não está conseguindo punir adequadamente os adultos que estão sendo julgados, imagine como seria com um menor que nunca age sozinho e às vezes é responsabilizado praticamente por todo o crime para poupar os chefes da quadrilha!
Penso que a juventude deve ter uma oportunidade antes de ser apenas julgada pelos seus atos, já que há casos em que jovens são obrigados a praticarem atos criminosos ameaçados por líderes do crime organizado de suas comunidades.
A realização de atividades escolares complementares aos estudos tem sido vista em todo o país como forma eficaz de tirar o jovem da marginalidade. Tenho um familiar que me disse ter sido salvo do mundo das drogas por um programa de emprego a jovens reabilitados realizado na cidade em que morei.
Minha opinião é que se a sociedade, junto às autoridades, souber dar oportunidades, assistência e orientação à juventude, tratando os menores de forma igual e ouvindo o que pensam, diminuindo também a desigualdade e o preconceito social, o problema da marginalidade juvenil será expressivamente menor, pois vejo que ele é acarretado por muitos outros fatores sociais e acredito que a comunidade de certa forma “impõe” essa condição ao jovem necessitado (o mais envolvido em crimes), e é difícil escapar dessa realidade depois de tê-la vivenciado.
(Sandy Leia Santos Silva – 3º A - 2010)
**************
Melhor Crônica
O espetáculo: noite!
Enfim, chegou a hora mais esperada do meu dia, a hora em que explodem incontáveis pontos de luz no céu e brilha um holofote intenso diretamente na janela do meu quarto. Sim, é esse momento solitário e de silêncio absurdo que mais me agrada. Todos dormem e eu, não por querer, permaneço acordada durante muito e muito tempo.
De certa forma essa solidão me faz sentir dona desse instante até a hora do céu violeta. Não que eu não goste do dia, mas é que a noite é tão mais atraente para mim, essa sua mistura de terror e romantismo soa admiravelmente teatral e para mim é a melhor combinação que existe. Talvez ninguém enxergue a noite como eu, talvez ela nem seja de fato como a vejo, mas enquanto a maioria das pessoas simplesmente fecha os olhos e adormece, eu faço questão de assistir a todo esse espetáculo diário até quase o seu fim, mesmo que às vezes eu seja motivada pelo excesso de cafeína no corpo.
O farfalhar das árvores e o vento frio são de bom grado e me inspiram unir as emoções com notas musicais. O mais interessante é que a noite faz questão de vir diferente todos os dias: às vezes traz um frio cortante, em outras é insuportavelmente quente; muitas vezes deixa aparecer só metade de sua musa branca que ora aparece também de cor amarelada; outras vezes traz a proeza das chuvas ou então só nuvens negras sem sequer uma estrela!...
A noite é um mistério, fonte de ciência e emoção, é o oposto do que há do outro lado do mundo; ela é imensa, foge ao nosso campo de visão. É a minha companhia diária na ausência do sono, mas também me traz o sono e me vê dormir.
Eu sequer tenho mesmo tantos motivos para vê-la tão fantasticamente, mas é assim que a vejo, talvez só eu conheça seus mistérios, talvez só eu lhe dê o valor necessário ou merecido, não importa, mesmo quando é triste ou tenebrosa ela jamais deixará de ser a minha hora favorita e a lua jamais deixará de ser a minha musa, a minha musa branca até a hora do céu violeta.
(Alessandra Rozetti Alves – I A - 2010)
****************
Melhor Memória
Receita maluca
Há algumas décadas, eu, Graziella, morava em um pequeno povoado chamado Martinésia. Nessa época eu morava em uma fazenda com meus avós e tios. As coisas eram muito difíceis, o salário era pouco para tanta gente que morava naquela humilde casinha, no meio do mato e, com isso, tivemos que aprender a caçar vários tipos de animais, inclusive capivara; precisamos aprender também a pescar e meu avô ensinou uma receita bem maluca para seus filhos e netos prepararem os peixes.
Nossa casinha era às margens do conhecido Rio das Velhas e quase todo final de tarde ajuntávamos as coisas e saíamos para pescar. Chegando lá, cada um achava seu canto e ficava sossegado, esperando o peixe que seria fisgado primeiro, para darmos início à execução da tal receita que o vovô iria nos ensinar.
O primeiro a conseguir foi meu tio Valter, que saiu logo gritando:
- Peguei! Peguei!...
O meu avô se assustou e disse arrogantemente:
- Se aquiete, menino! Agora limpe o peixe por dentro e não tire as escamas.
De repente vovô largou tudo que estava fazendo e disse:
- Venham todos aqui, vou ensinar a vocês a minha receita maluca.
Todos se assustaram e quiseram saber por que era uma receita maluca. E ele respondeu:
- Acalmem-se, vocês já vão saber. Primeiro furem um buraco no chão. Peguem galhos secos de árvore, quebrem-nos e os coloquem dentro do buraco; depois joguem um pouquinho de óleo e coloquem fogo. Quando estiver em brasas joguem terra da beira do rio em cima das brasas. Em seguida peguem o peixe com escamas, passem-no na terra e o coloquem sobre as brasas cobertas de terra. Muito bem... Agora joguem terra sobre o peixe e o deixem aí assando por mais ou menos uma hora e meia, virando-o de um lado para o outro, de vez em quando, para que cozinhe bem. Depois de assado as escamas se soltarão e o peixe estará pronto para ser comido.
Fica uma delícia! Para quem vê o preparo nem imagina que essa tal “receita maluca” fica uma belezura!
(Graziella Batista Fagundes – 8° Ano – 2010)
******************
Melhor Poesia
TEMPO DE CRIANÇA
Enquanto sou pequeno
posso fazer o que bem quero,
querendo brincar
posso rir e... me ajude a imaginar...
Sou pequeno,
mas não demais.
Até que às vezes
dá vontade de voltar atrás...
Como sou
um menino brincalhão
posso rir e cair no chão
brincando agora, assim que estou...
Sentado, pensando
em qual brincadeira brincar,
olhando para as pessoas
já sei... vou inventar!...
Enquanto sou pequeno
posso fazer o que bem quero,
querendo brincar
posso rir e... me ajude a imaginar...
Sou pequeno,
mas não demais.
Até que às vezes
dá vontade de voltar atrás...
Como sou
um menino brincalhão
posso rir e cair no chão
brincando agora, assim que estou...
Sentado, pensando
em qual brincadeira brincar,
olhando para as pessoas
já sei... vou inventar!...
(Keven Nicolas – 6º Ano – 2010)
****************